FRAMBOESA NEGRA ou FRAMBOESA DO HIMALAIA - Diário Botânico



Espinhosa e vigorosa, aqui está uma planta e fruto que sempre encontro nas caminhadas pela Serra da Mantiqueira.


A framboesa negra (Rubus niveus) é um arbusto nativo do Himalaia e da Índia e se adaptou muito bem ao clima do Brasil, principalmente em locais de altitude. Ela também é conhecida como Framboesa da Colina (Hill Raspberry, em inglês) e pode ser considerada uma berry tropical e subtropical.




As flores são lilases e polinizadas principalmente por abelhas. Os frutos são comestíveis e tem esse encanto de desenho. Crescem durante todo o ano, começando escuros e muito firmes, avermelhando com o tempo e depois voltando a ficar negros e macios quando maduros. São doces na medida e não muito ácidos. Podem ser consumidos in natura, em geléias, doces e compotas.




É muito semeada por passarinhos e forma touceiras quase intransponíveis quando não é manejada. A planta como um todo é muito ornamental, principalmente as folhas que tem um desenho muito bonito. Ainda é uma planta pouco conhecida mas creio que seu cultivo irá se popularizar e espalhar cada vez mais. É da mesma família das rosas (Rosaceae) e possui muitos espinhos. Aqui colho com luvas ou com bastante cuidado.



Os caules e os frutos da framboesa negra produzem uma cera esbranquiçada como cutícula vegetal. Essa camada impermeabilizante protege do clima e serve de barreira contra insetos, fungos e bactérias.



FICHA BOTÂNICA

FRAMBOESA NEGRA FRAMBOESA DO HIMALAIA

Nome científico: Rubus niveus

Outros nomes populares: Framboesa da Montanha, Framboesa do Mysore e Framboesa do Morro.

Família: Rosaceae

Categoria: Arbusto

Clima: Tropical de altitude, Subtropical Origem: Índia e Himalaia

Estrutura: chega a 3 metros de altura, formando densos arbustos

Ciclo de vida: Perene

Principais polinizadores: abelhas

Germinação: por sementes e estaquia. A dispersão mais comum via sementes é por pássaros que apreciam muito a fruta madura. Também é possível reproduzir a planta por estacas apicais e brotos laterais, na primavera e verão.

No paisagismo: como arbusto para cercas e jardins comestíveis. É aconselhável não usar essa espécie em locais de passagem em função da quantidade de espinhos.


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