CLITÓRIA, parte I - Diário Botânico


A clitória é uma planta nativa da Ásia tropical e equatorial, de fácil cultivo e que, por ser uma trepadeira, pode ser conduzida no paisagismo formando belos arcos e treliças. Prefere climas quentes e úmidos, florescendo no verão. Suas flores abrem somente uma vez e duram um dia.


Durante o século XVII ela se espalhou como planta medicinal e ornamental por todos os trópicos partindo da Índia e chegando principalmente nas Américas, na África e na Oceania. Recentemente seu uso e cultivo vem sendo redescoberto principalmente no herbalismo e no universo das infusões pois além de medicinal e ornamental, seu azul é um corante natural muito potente.


Tradicionalmente a clitória é usada para fins alimentícios e decorativos na sua região de origem, sendo muito utilizada na medicina Ayurveda e na Medicina Tradicional Chinesa. Assim como muitas flores e frutos do espectro azul e violeta, é repleta de antioxidantes, antocianinas e flavonoides que agem formando compostos estáveis nas nossas células, adiando o envelhecimento. Todas as partes da clitória são comestíveis mas seu principal charme é a flor, que no paladar é praticamente imperceptível. Ela pode ser consumida in natura, salteada, desidratada, em saladas, bebidas, infusões, sucos, etc.


Sua infusão quente ou fria é tradicional em países como a Malásia e a Tailândia, juntamente com o capim limão (Cymbopogon citratus). Aqui está um dos charmes da clitória: em meio básico/alcalino o seu corante natural é azul e em meio ácido (como no suco de limão) se transforma em rosa ou lilás. É esse lado lúdico e inclusive educacional que vem popularizando um novo nome para a espécie: flor fada ou fada azul.


As flores da clitória pode ser utilizadas frescas ou desidratadas para uso posterior. Para armazená-las, basta colher as flores e desidratá-las em um local relativamente ventilado e seco.


Sobre o momento de colheita: há quem prefira colher as flores abertas pois estão com a sua maior potencialidade terapêutica e nutricional, mas também é possível colher as flores do dia seguinte que já estão levemente murchas e que já cumpriram a sua função biológica. As flores do dia seguinte à floração também costumam ter mais pigmento do que as abertas. As duas opções são válidas.


Deixe as flores secas desidratando em um local ventilado e escuro, de preferência armazenadas em um saco/papel de pão. Depois de completamente secas, armazene e use em infusões ou para dar pigmento à líquidos e o que sua imaginação criar.


Pessoalmente gosto muito de usar a clitória em arcos e treliças, aproveitando todo o seu potencial de trepadeira. Sinto que assim as suas folhas e flores se destacam e, mesmo quando não está florida, ainda cria um belo efeito por conta da folhagem ser muito delicada.



Por ser uma leguminosa, a germinação da clitória é muito simples e em locais quentes e úmidos começa em 2-4 dias. Pelo que até hoje pude observar seus principais polinizadores são abelhas, beija flores e mamangavas.


Seus outros nomes populares são: ervilha borboleta, Borboleta Azul, Fada Azul, Cunhã.


No post CLITÓRIA, parte II, conto mais a respeito da Assinatura Botânica e das características energéticas da clitória.


Na loja online você encontra duas artes que celebram a potencialidade da clitória, uma delas é a Aquarela Botânica e outra a Medicina da Lua.


FICHA BOTÂNICA


CLITÓRIA

Nome científico: Clitoria ternatea

Outros nomes populares: Feijão Borboleta, Ervilha Borboleta, Fada Azul, Butterfly Blue Vine, Butterfly Blue Pea

Família: Fabaceae Categoria: Trepadeira Clima: Tropical e Subtropical Origem: Ásia tropical

Estrutura: Herbácea volúvel

Ciclo de vida: Perene

Polinizadores: abelhas, beija-flores, mamangavas

Germinação: de 3 a 10 dias

No paisagismo: como trepadeira sobre arcos, pérgulas e cercas

Características: É uma espécie de fácil germinação e tolerante à salinidade. Prefere solos úmidos e argilosos, podendo ser cultivada em sol pleno ou meia sombra, mas florescerá com mais intensidade se receber várias horas de sol por dia.


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